terça-feira, 17 de julho de 2012

PSCICODELIZANDO A MENTE


Crônica

Andando pela rua com uma amiga, paramos em uma livraria. Caminho a uma estante com autores diversos. Um garoto para ao meu lado. Ele pega um livro de capa de couro vermelho. Não consigo ler o titulo.
-Julio Verne - Ele diz de forma quase inaudível.
"Júlio Verne" pensei, "autor de ficção científica. Gosto muito dos livros dele."
-É um excelente autor. - Eu disse olhando para ele. Ele tinha uma aparência interessante. Usava cabelo comprido, muitas pulseiras, a barba mal feita lhe dava um visual exótico, o que me fez pensar que a maioria das pessoas diria que alguém como ele não leria esse tipo de livro. 
Minha amiga me da uma cotovelada discreta, certamente para me alertar contra aquele garoto de aparência diferente, que aos olhos dela não parecia tão intrigante quando o pareceu para mim. 
-Eu gosto muito dele - ele disse sorrindo e fez um gesto com a mão indicando sua aparência - Não parece não é?! 
-Depende - eu disse sorrindo - Para mim você expressa a sagacidade dos dos personagens de Verne. Fíleas Fogg que deu a volta ao mundo, o professor Lindenbrock que fez uma viagem ao centro da terra.
Ele me olhou, provavelmente me analisando - Você é a primeira pessoa que me diz isso. - ele sorri - Mas devo confessar que, assim com esses personagens, quando sou tomado por uma ideia, dedico-me a ela ao máximo. 
-Uma pessoa culta e educada como você não deveria se vestir assim - Minha amiga disse pronunciando-se pela primeira vez na conversa. Ele a olhou com um ar de desinteresse mas sem perder o sorriso disse - Como uma pessoa culta e educada deve se vestir? Acredito que uma pessoa não precise usar terno e gravata ou uma roupa da moda para ser educada. Educação e ética assim como respeito para com o próximo são valores que, ao meu ver, devem ser intrínsecos ao ser humano.
Ela olhou para o chão envergonhada. 
-Como se chama? - eu perguntei.
-Danilo, meus amigos me chamam de Dan. - Ele respondeu com seu sorriso simpático e estendeu a mão. Eu aperto a mão dele - Ana, prazer. 
-O prazer  é meu.
-Perdoe minha amiga.
-Tudo bem. Eu compreendo. Não se da para confiar em todo mundo hoje em dia. Porem você não teve medo de falar comigo. Acredito que pessoas como nos se reconheçam. - ele disse.
-Certamente - respondo. 
-Bom, foi um prazer conhece-las. Espero que nossos caminhos se cruzem novamente. 
-Igualmente.
Olho ele saindo em direção ao caixa e me viro para minha amiga em seguida. 
-Não fique assim. Foi lhe dada a oportunidade de aprender uma valiosa lição. 
-Que lição? - ela disse- como levar uma cortada? 
-A maioria das pessoas tem apenas uma visão externa de tudo. O que elas vem é o que elas sabem. E isso ao ver delas é suficiente para se viver no mundo. Julgar as pessoas erroneamente pela forma de se vestir, de falar dentre outros critérios superficiais é apenas um meio de ressaltar a ignorância do ser humano. Fomos dotados pelo criador da capacidade de aprender para que assim possamos encontrar a nos mesmos. Viver bem, fazer do nosso mundo interior um lugar melhor para que depois possamos melhorar o mundo que nos rodeia. Hoje você aprendeu a olhar para dentro das pessoas. Espero que não esqueça essa lição.
-Você é louca. - ela diz e cai na gargalhada. Eu sorrio 
-Obrigada.

Por Brenda S. Sousa





sábado, 30 de junho de 2012

CINE PAPAI APRESENTA



Olá pessoas. Como estão? Espero que todos estejam em caminhos emocionantes. Hoje estreia um novo quadro aqui no Pscicodelia. O Cine Papai Apresenta é um quadro onde vou mostrar filmes de todos os tipos, tanto antigos como lançamentos.
A ideia para esse quadro me veio depois de um fim de semana comum. Quase todo fim de semana meu pai e eu assistimos filmes na parede da cozinha com um projetor. Meu pai tem um excelente gosto para filmes. Todos os filmes que vou postar aqui me foram indicados por ele.
Quero dedicar esse quadro a meu pai! 

Bom, vou começar com um dos meus filmes preferidos dentre os que vi com meu pai.
Talvez a maioria de vocês nunca tenham ouvido falar sobre Trinity. Pois bem, Trinity é um personagem de um filme de faroeste Italiano. Nunca tinha assistido filmes de faroeste. Mas depois de Trinity, virou vício.

Trinity (como é conhecido no Brasil) ou Trinitá (como é conhecido em Portugal) é um personagem do Velho Oeste que apareceu em filmes italianos (chamados de western spaghetti).
Ele surgiu em 1970, no filme They Call Me Trinity (original em italiano, Lo chiamavano Trinità). É também conhecido como My Name is Trinity (de onde veio seu nome mais conhecido no Brasil, Meu nome é Trinity). O ator que o interpreta é Terence Hill, um italiano loiro que possui imensos olhos azuis.
No filme de 1970 fica se sabendo o apelido de Trinity ("A mão direita do Diabo"), devido a sua fama de um dos pistoleiros mais rápidos do Oeste. Seu irmão é o corpulento Bambino (interpretado por Bud Spencer), conhecido como "a mão esquerda do Diabo", pelo mesmo motivo. Apesar de bons do gatilho, eles não dispensam uma boa luta de socos, no qual Bambino se mostra invencível.
Os irmãos vivem à margem da lei, mas (principalmente Trinity) possuem um código de honra que os leva a sempre ajudarem os indefesos e a salvarem as belas donzelas que encontram pelo caminho. Surgido em pleno auge da contra-cultura, Trinity se apresenta como um típico hippie vagabundo, vestindo roupas rasgadas e coberto de poeira do deserto dos pé à cabeça. Para as longas travessias pelo Oeste, ele usa uma "cama índia" (espécie de padiola), puxada pelo seu obediente cavalo.
Devido ao sucesso do filme de 1970, foi feita uma sequência, Trinity ainda é meu nome de 1971. No Brasil o personagem virou mania, sendo que quase todos os filmes da dupla Bud Spencer & Terence Hill foram lançados nos cinemas do país com Trinity incluído no título em português. E mesmo muitos dos western spaghetti de baixa qualidade do início dos anos 70, também foram objeto dessa fraude, mesmo que a dupla de atores original não aparecesse no filme.

Trinity tem uma pegada meio comédia. Uma das minhas cenas preferidas é uma em que Trinity e Bambino então em um bar e eles arrumam confusão com o pistoleiro mais temido da cidade onde se encontram por causa de um jogo de cartas. 





Uma curiosidade sobre esse filme é que, em uma cena onde Trinity e Banbino estão comendo em um restaurante chique mas eles são muito sem modos. A curiosidade é que essa cena não foi escrito, Terence Hill e Bud Spencer criaram-na no set. 



Pois bem pessoas, espero que tenham gostado e que continuem visitando o Pscicodelia. Abraço e que o caminho de vocês seja percorrido com coragem e bondade. 


sexta-feira, 29 de junho de 2012

PSCICODELIZANDO A MENTE





O que é uma lagrima?
Alguns dirão que é uma resposta do corpo quando nos rendemos a fraqueza da alma.
Outros dirão que são palavras que encontraram uma maneira mais segura de sair para que não magoassem?


O que é ser fraco?
É entregar-se ao sentimento ou enclausura-lo dentro de si mesmo?


O que é errar?
É pegar um caminho no qual você sentirá a dor porem as pessoas a sua volta estarão felizes ou ignorar o sentimento do outro e pensar apenas em você? Isso seria egoismo ou piedade de si mesmo?


O que é ser forte?
É enfrentar seu medo ou ignora-lo? É enfrentar o caminho tortuoso ou traçar uma linha reta?


Mário Quintana disse uma vez em um de seus poemas que a função de um poeta é dar perguntas a seus leitores para que eles possam pensar, e não pensar por eles.
Não sou poeta.
Sou uma mera caminhante que apesar de chorar, de errar, de ter fraquezas procura ser forte, erra até acertar e chora para ver se isso leva a algum lugar.
Assim como Quintana, passo a vocês essas perguntas e lhes digo que não tenham medo de errar, chorar ou ser fraco, pois só caindo conseguimos levantar. 



Brenda S.




quinta-feira, 31 de maio de 2012

Reencontro


Eu estou aqui de novo, sei que você pode não vir, mas não me importo. Sinto o vento bater de leve em meu rosto, escuto as folhas dançando ao ritmo dele, olho o sol que já se põe, está na hora exata, fecho os olhos e vivo tudo outra vez. Os nossos sorrisos bobos, os olhares cumplices, as risadas, as horas bem gastas, as conversas sem razão nenhuma a não ser falar, conhecer um pouco mais um do outro. Sei que isso não volta nada jamais será como um dia, mas por que não tentar?
Lembra-se das nossas fotos? Você ainda tem aquela que eu tirei? Eu amo aquela foto em particular, completávamos um mês juntos, você estava com o sorriso que eu mais amo. Nunca me senti tão feliz como quando nos momentos em que estávamos juntos. Só nunca entendi como ou porque acabou. Você não me procurou por um tempo e eu deixei assim. Será que ainda escuta a nossa musica? Eu deixei de escuta-la por um tempo, sabe? Mas um dia eu liguei o radio e estava tocando justamente ela, coincidência não? Sei que desde então a escuto sempre.
Sinto que talvez você venha, consigo sentir você me olhando, e me lembro das tantas vezes em que ficamos abraçados, apenas sentindo que estar nos braços um do outro poderia ser tudo. Lembro-me de como era toda vez que te beijava, sempre era como o primeiro beijo, sempre a mesma sensação de arrepio, será que você esqueceu todos os nossos momentos juntos? Será que para você foi tão pouco assim? Consigo rir, não é a primeira vez que me pergunto essas coisas, sempre as mesmas coisas. Abro os olhos lentamente, não querendo esquecer, não querendo pensar em ter que deixar tudo para trás, deixar você em meu passado, quando já tinha planejado todo um futuro para nós. Solto um leve grito ao ver você parado ao meu lado, você sorri. “Há quanto tempo está aí?” Você sorri mais abertamente.
“Tempo suficiente para entender que senti sua falta.” Fico em duvida se devo te abraçar. “Não achei que fosse vir.” Você se aproxima e me empurra de leve com o ombro, e ri, eu conheço esse seu gesto, quer dizer para eu deixar para lá. “Quase não vim.” Isso me magoou, mas mantive um sorriso para me convencer que estava bem. Você continua me olhando. “Eu tive medo de você não estar aqui.” Seus olhos agora podiam refletir a luz do sol poente, era a minha cor preferida. “Não queria vir e encontrar esse lugar vazio. Essa paisagem não é nada sem você.”
Continuo sem me mover, só sei te olhar, você sorri de lado e passa sua mão por meu rosto, eu deixo que minha cabeça acompanhe o gesto, seu calor era tudo o que ainda me aquecia, e a forma como o tirou de mim, não foi justa, mas mesmo assim eu já esquecia os motivos de nossa separação, motivo que nunca existiu. Sinto meu estomago revirar quando você se aproxima de mim. Você me olha com seus olhos de sol e continua sorrindo, como se eu fosse o motivo, na verdade eu sei que sou, mas não gosto de ficar lembrando, gosto quando você me diz. “Senti muito a sua falta, meu sorriso. Não fui justo em me afastar por tento tempo, mas foi preciso.”
“Deixa para lá. Já passou, você está aqui agora.” Quando digo isso sei que é verdade, e quando você me beija é como se nunca tivesse existido um tempo sem você. O sol continua seu caminho, e eu sei que nossas vidas vão seguir em frente, Lado a lado.  A cada novo dia, um recomeço, uma nova forma de te ver, te amar, cuidar de você, dessa vez por toda nossa vida, por que não vou deixar você ir agora.


Amanda Fonseca


quarta-feira, 23 de maio de 2012

XICRINHA DE CHÁ





Olá pessoas, viram passarinhos verdes hoje?
No XICRINHA DE CHÁ de hoje trago a vocês um tema que não deve ser avaliado, apenas digerido lentamente para que assim ele possa encontrar, nos recantos de sua mente, a nossa qualidade de simples seres humanos.



Da Vince, Newton, Galileu todos esses nomes são muito conhecidos por todos nós. Esses homens foram revolucionários na história da humanidade,  nos dando a base de tudo que conhecemos sobre o mundo no qual vivemos.

Pensemos nisso.

Esses homens tinham algo diferente. Eles sonhavam e lutavam pelo que acreditavam. Mas, quanto mais eles estudavam e descobriam teorias científicas, matemáticas, filosóficas... mais eles acreditavam que existia um ser superior que havia criado tudo o que existe.

Esses sonhadores foram taxados de loucos, criticados. Mas hoje, são os homens mais importantes que já pisaram na terra. HOMENS. É a consciência desse complicada e ,ao mesmo tempo, simples papel que exercemos no universo, que diferencia esses revolucionários dos limitados. 

Essas pessoas aceitavam sua qualidade de seres humanos e não tentavam ser mais do que isso. Apenas lutavam.

Hoje, vivemos em um mundo de semi-deuses onde alguém que sonha e luta pelo que acredita, existem apenas nos cantos mais reclusos e remotos da sociedade.

Espero que tenham gostado. Abraços e que todos tenham coragem de lutar por seus sonhos.

terça-feira, 22 de maio de 2012

PSCICODELICOS CONVIDADOS


Olá pessoas, espero que o carma de vocês não esteja nublado. Venho anunciar um novo mundo a vocês. Hoje, dia 22/05/2012, um novo coração cheio de sentimentos esperando para serem expressados. Apresento a vocês Amanda Fonseca, nossa nova colunista semanal.  

O quadro explora a essência e as dimensões dos sentimentos humanos que, só o coração de quem sente, consegue compreender.

Fiz uma pequena entrevista com a Amanda para que possamos conhece-lá mais a fundo e saber o que ela guarda no bau de seus pensamentos. Então, vamos lá.

Pscicodelia: Quando você começou a escrever? 
Amanda F.: Não tem uma data ou ano certo que defina quando exatamente comecei a escrever meus textos. Muitas vezes as minhas palavras se perderam em minha mente mesmo, e levei um tempo para escreve-las e guarda-las. 


Pscicodelia: Quando você descobriu seu talento para escrever?

Amanda F.: Na verdade, eu não era ciente desse talento, as pessoas começaram a elogiar meus textos da escola mesmo, e comecei a escrever sobre o que sentia aos onze anos mais ou menos. Então foi ainda no inicio de minha pré adolescência. 

Pscicodelia: Qual o lugar onde você mais gosta de escrever?

Amanda F.: Gosto de escrever em lugares calmos, na maior parte do tempo, gosto de ter uma paisagem para onde olhar. E não pode faltar uma musica que me acompenhe.

Pscicodelia: Cite três princípios que você carrega na sua vida.

Amanda F.: Primeiramente sem Deus eu nada seria. 
Lutar sempre, desistir nunca.
E que na vida a humildade,a bondade e o respeito são coisas valiosas em um ser humano.

Pscicodelia: Qual o seu maior sonho?

Amanda F.: Conseguir aproveitar todas as oportunidades que me forem dadas. Como que o Pscicodelia esta me dando. E dar o máximo de mim. Afinal, todas as portas que se abrem são novos caminhos com ensinamentos, que eu quero levar comigo e passar a diante.

Pscicodelia: Agora, sobre seu quadro no blog. O que você pretende passar para nossos leitors?

Amanda F.: Pretendo mostrar um pouco de mim, um pouco do que sinto por experiencias minhas, ou por coisas que capto de historias de outras pessoas. Quero que eles possam se identificar com meus textos, que encontrem algo que lhes toquem a alma.

Pscicodelia: Amanda, você pode nos mostrar uma palhinha do que vem por ai no quadro Devaneios? 

Amanda F.: Claro.

Amanda Fonseca
"Você nem se quer lembrou que toda vez que olhava para mim, parecia me dizer adeus. Você nunca reconheceu o quanto me fez sofrer todas as vezes que me fez esperar, sem a certeza de que você ficaria. E quando abriu a porta sem olhar para trás, você riu quando eu implorei que ficasse e não considerou que eu poderia estar falando a verdade."





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Querem mais? então não deixem de acompanhar o quadro Devaneios no aqui no Pscicodelia. Abraços e que a vida lhes de muita limonada. 






segunda-feira, 21 de maio de 2012

PSCICODELIZANDO


Olá pessoas. Espero que estejam com uma áurea positiva. Hoje estou trazendo para vocês um novo quadro para o blog chamado Pscicodelizando. Esse quadro almeja mostrar o trabalho que faço com as minhas roupas. 


Bom, hoje vou mostrar uma blusa que fiz a partir de uma farda antiga de curso. Eu recortei a gola e as mangas para deixa-lá mais feminina. E ficou assim: 



Depois fiz um entrançado nas costas e nas laterais. Para dar um tom diferente a blusa, recortei um retalho de pano pink com detalhes pretos e amarrei no entrançado das letreais. E ficou assim: 


Na frente da camisa tinha uma estampa e para cobri-la eu peguei um pedaço perna de calça jeans e costurei na frente. Achei muito sem graça, então, peguei algumas coisas para customizar. Costurei um zíper aberto e dois pedaços de calças jeans que encontrei nas costuras da minha mãe. E ficou assim:





Espero que tenham gostado. Beijos a todos até a próxima. E que o universo trabalhe a seu favor.